Lesões nas mãos podem ocorrer em atividades aparentemente simples: movimentar materiais, usar ferramentas, ajustar equipamentos, manusear chapas, realizar manutenção ou trabalhar próximo a partes móveis. Por isso, proteção das mãos é um excelente tema para um DDS curto e diretamente relacionado ao trabalho real da equipe.
Modelo de DDS: Proteção das mãos
Objetivo: reforçar a identificação dos pontos em que as mãos podem ser atingidas, prensadas, cortadas, perfuradas, queimadas ou expostas a agentes durante a atividade.
Abertura sugerida
Antes de iniciar a atividade de hoje, observe onde suas mãos estarão durante cada etapa do trabalho. Existe algum ponto de esmagamento? Alguma borda cortante? Parte móvel? Superfície quente? Produto químico? Ferramenta que pode escapar?
O objetivo não é apenas usar luvas. É evitar colocar as mãos na linha de perigo e utilizar controles adequados para a tarefa.
Pontos para conversar com a equipe
- Identifique pontos de prensamento e esmagamento antes de começar.
- Não improvise ferramentas para alcançar, segurar ou destravar peças.
- Mantenha as mãos afastadas de partes móveis e equipamentos energizados.
- Confirme se ferramentas, proteções coletivas e procedimentos previstos para a atividade estão disponíveis.
- Use o EPI adequado ao risco e à atividade, conforme definição da empresa e orientação do responsável por SST.
- Interrompa a tarefa quando a condição encontrada for diferente da planejada e reavalie o risco.
Perguntas para participação
- Em qual etapa desta atividade nossas mãos ficam mais expostas?
- Existe algum ponto de prensamento que precisamos sinalizar antes de começar?
- O que mudou desde a última vez que executamos esta tarefa?
- Existe alguma condição que justifique interromper e reavaliar o serviço?
Fechamento sugerido
Antes de começar, cada integrante deve saber onde estão os principais pontos de exposição das mãos e quais controles serão utilizados. Se a condição mudar durante a execução, pare e reavalie.
Importante: este conteúdo é um modelo educativo e deve ser adaptado à atividade, aos riscos identificados, aos procedimentos da empresa e às orientações do profissional responsável. Ele não substitui APR, PT, procedimentos, treinamentos ou demais controles aplicáveis.
Como adaptar este DDS
Troque os exemplos genéricos pelos riscos reais do setor, cite a atividade que será executada, acrescente controles definidos pela empresa e faça perguntas relacionadas ao trabalho daquele dia. Um DDS tende a ser mais útil quando deixa de ser um texto genérico e vira uma conversa sobre a tarefa que a equipe realmente executará.
A proposta da SafeFlow é justamente facilitar esse processo: organizar o DDS, participantes, riscos, controles, evidências e histórico em um único fluxo, mantendo a revisão do profissional de SST.

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